segunda-feira, 2 de outubro de 2023
Rodoviária Machado , nas linhas de Olinda
Começou a operar linhas em Olinda ainda nos anos 50 .
Possuía em 1975 , 36 ônibus , garagem na Estrada do Caenga , e controlava também a Amapá e a Nacional , esta última fazia a linha Monsenhor Fabrício via Detran.
Operou as linhas São Benedito / Rio Doce ; Vila Popular , Caixa D'Água ; Aguazinha ; Águas Compridas e São Benedito , via Fosforita ,
Sítio Novo / Rio Doce , operada em conjunto com a Nápoles ; começou a circular em outubro de 1978 . .
Em 1979 adquire 10 ônibus da Caio Norte.
Já em 1981 , adquiriu junto a concessionária VIPEL , 10 ônibus Marcopolo , modelos San Remo e Marcopolo III.
Modelo San Remo.
Zoneamento pela EMTU
Começou a operar no Consórcio Amapá / Machado após o zoneamento feito pela EMTU a linha
R - 762 - Caixa D'água , com uma frota de 09 ônibus.
Em novembro deste ano foi determinada a operar a linha R - 766 - Águas Compridas ( Cruz Cabugá ) , com uma frota de 09 ônibus da Amapá .
Em 1982 teve o itinerário de suas linhas alterado pela EMTU , deixando de passar pela Avenida Beberibe e seguindo pela Avenida Presidente Kennedy .
Em abril de 1984 a EMTU fez uma nova divisão nas linhas da Área 13 , as linhas
R - 812 Peixinhos , R - Águas Compridas , R - 843 Alto da Bondade e R - 844 Santa Casa ficaram sob responsabilidade da Machado , líder do Consórcio .
Enquanto as linha R - 821 Vila Popular ( Estrada de Belém ) , R - 822 Vila Popular ( Cruz Cabugá ) , R - 823 Fosforita ( Estrada de Belém ) e R - 824 Fosforita ( Cruz Cabugá ) passaram a ser operadas pela Amapá Transportes .
A linha transversal T - 871 Santa Casa / Encruzilhada passou a ser operada pela Empresa São Paulo junto com a Machado .
Em 1987 possuía um total de 86 ônibus em sua frota.
Intervenção e saída do sistema
A empresa , que participava da CCT ( Câmara de Compensação Tarifária ) , sofreu intervenção do órgão gestor de transporte , na época , a EMTU .
Teve a permissão da maioria das suas linhas cancelada em junho de 1988 . A partir daí , um grupo de empresas assumiu alguns os itinerários da Rodoviária Machado :
Borborema Imperial ;
Expresso Vera Cruz ;
José Faustino ( SJT ) ;
Empresa Metropolitana ;
Santa Cruz ;
Nápoles .
Em 1989 a linha T - 871 Santa Casa / Encruzilhada passou a ser operada pela Amapá .
A linha R - 831 Aguazinha passou a ser operada pelo Consórcio Vera Cruz / Santa Cruz.
A linha R - 852 Caixa D'água passou a ser operada pela Empresa Metropolitana .
Antigo Terminal de Peixinhos ao lado do Antigo Matadouro de Peixinhos,Linha Substituída Pela Empresa Caxangá, Peixinhos Em 1993.
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Pesquisa : Jornal Diário de Pernambuco e Dissertação UFPE.
(Fonte:https://www.transportes-daniel.blog.br/2018/02/rodoviaria-machado-nas-linhas-de-olinda.html?m=1).
sábado, 16 de setembro de 2023
O Movimento Cultural Boca do Lixo – MCBL – surgiu em 1993. Nos 7 primeiros anos o MCBL se dedicou à organização de uma profícua cena artística no bairro de Peixinhos – bairro limítrofe entre as cidades de Olinda e Recife, com mais de 36.000 habitantes[1], um dos principais pólos comerciais de Olinda, mas com graves problemas de infra-estrutura, segurança e outros serviços básicos. Dentro desse contexto, o principal objetivo da instituição naquela época era organizar um movimento artístico que pudesse contribuir com a melhoria das condições de vida dos moradores do bairro e adjacências.
Mais Sobre o Movimento Acesse: https://movimentobocalixo.wordpress.com/boca-do-lixo/
terça-feira, 12 de setembro de 2023
Matadouro Municipal Industrial de Peixinhos - Bairro de Peixinhos na Divisa dos
Municípios de Olinda e Recife, Sendo o Matadouro Pertencente ao Município do
Recife - Peixinhos Em 7/8/1947. Foto 1. Entrada Principal do Matadouro de
Peixinhos. Foto 2. Magarefes na Secção de Abates. Foto 3. Animais Abatidos. Foto 4.
As Caldeiras. Foto Alexandre Berzin/Acervo Museu da Cidade do Recife.
segunda-feira, 4 de setembro de 2023
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
Cruzamento da Avenida Presidente Kennedy com a Avenida Antônio da Costa Azevedo no Centro Comercial de Peixinhos. Em 1990, em pleno sábado de dia de feira no bairro, vendo-se o ônibus da extinta Amapá Transportes da linha Jardim Brasil II - Estrada de Belém, anos antes operava Jardim Brasil II - Fosforita e Jardim Brasil I - Vila Popular. Esse mesmo cruzamento hoje em dia mudou, mas continua caótico; entra ano e sai ano e nada muda. Fotografia do Acervo da Historiadora e Griô Zuleide de Paula.
terça-feira, 25 de julho de 2023
Rua São Sebastião no Bairro de Peixinhos, E Seus Moradores, Nessa Fotografia Me Enviada Pela Afilhada de Minha Mãe, Genilda do Bom Parto na Qual é a Menininha Com a Bola de Futebol em Seu Colo, Aparecem Também Sua Mãe Dona Esmeraldina ao Fundo, Seu Irmão Dida ao Seu Lado, Seu Outro Irmão Nino Atrás do Menino Com a Bola no Colo, Meu Tio José Josias ao Lado de Sua Mãe ao Fundo, e Vendo-se ao Fundo a Rua São Sebastião como Era Bem Larga na Epoca Em 1964.
quarta-feira, 28 de junho de 2023
Primeira-Dama do Estado Entrega no
Dia 6 de Junho de 1973, CRECHE a População de Peixinhos
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Moradores do Bairro de Peixinhos Receberão às 15 horas da Próxima quarta-feira, dia 6, por iniciativa da primeira Dama do Estado, Sra. Olga Gueiros Leite, a Creche “Casa de Mãe Outra”, Localizada na Rua Jorge Albuquerque de Carvalho.
No Ato Inaugural Estarão Presentes o Governador do Estado Eraldo Gueiros Leite e Outras Autoridades Civis e Militares, Juntamente com a Diretora da Cruzada de Ação Social, Cuja Presidenta, Sra Olga Gueiros Leite, Cortará a Faixa Simbólica, Dando Ênfase à Participação Direta do Governador do Estado na Assistência Social às Pessoas Menos Favorecidas.
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Instalações.
A creche de Peixinhos foi instalada com capacidade para abrigar 150 Crianças, Sendo a Maior até Agora Construída pela Cruzada de Ação Social e a Primeira Localizada na Zona Norte da Cidade.
Com a Inauguração dessa Creche a Cruzada Passa a Atender 450 Crianças, Aumentando para Quatro o Número de Creches Mantidas por Aquela Entidade, Já que na Zona Sul da Cidade Há Mais Três Delas.
O Critério Adotado nas Três Creches Já em Funcionamento, Será Válido para a de Peixinhos, ou Seja, as Crianças Serão Mantidas em Regime de Semi-internato, Variando a Idade de 0 a 6 Anos; Todas Receberão Assistência Médica e Odontológica, Além de Roupas e Recreação.
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‘Mãe Outra”
O nome da Creche “Casa de Mãe Outra” - Foi Escolhido pela Sra. Olga Gueiros Leite, Presidenta da CAS, No Intento de Prestar uma Homenagem à Sua Avó, Sra. Maria Ernestina de Araújo Monteiro, Já Falecida, e a Quem Chamava de “Mãe-Outra”, por Muito Estimá-la. O Nome é Assaz Significativo para as Crianças que Permanecem Durante todo o Dia como Semi-Internas Naquela Unidade Assistêncial, Recebendo Cuidados e Assistência que Normalmente Deveriam ser Proporcionadas pelas Próprias Mães, Mas que Trabalham e não Têm Condições de Fazê-lo.
terça-feira, 6 de junho de 2023
quarta-feira, 17 de maio de 2023
Do Nordeste Para o Brasil
Inaugurada no Recife a Rádio Tamandaré, a 20ª a Integrar a Cadeia das Emissoras Associadas, para a Inauguração Vieram Vinte e Sete Publicitários do Rio e São Paulo, em Avião Fretado Pela Tamandaré. Representavam as Maiores Agências de Publicidade de Todo o Brasil.
Na Sua Primeira Semana de Atuação a Tamandaré Bateu Todos os Recordes em Publicidade Radiofônica em Pernambuco. Faturou....... Cr$ 1.100.000,00 (Um Milhão e Cem Mil Cruzeiros), Coisa Nunca Vista na Radiofonia do Nordeste.
Inauguração da Estação Transmissora da Rádio Tamandaré - Na Avenida Presidente Kennedy No Bairro de Peixinhos - Olinda PE Em Maio de 1951.
(Foto Revista o Cruzeiro).
Prédio da Rádio Tamandaré Em Peixinhos no Ano de 1991, (Foto Acervo Zuleide de Paula)
Atualmente no Local da Rádio Tamandaré Em Peixinhos, Rede de Atacados Mix Mateus Em 2023. (Fotografia Rede Observatório).
quinta-feira, 4 de maio de 2023
A Sintequímica do Brasil Ltda. foi fundada em 4 de fevereiro de 1954, pelos irmãos Hilton e Aécio Duarte,No Bairro de Peixinhos na Antiga Estrada da Canequinha, Atual Av. Antônio da Costa Azevedo na cidade de Olinda/PE. A cidade, famosa por suas belezas naturais, estava localizada próxima ao importante pólo de indústrias têxteis. Nas décadas de 60 e 70, o fornecimento às indústrias têxteis das regiões Sul e Sudeste cresceu vertiginosamente. Com o sempre presente objetivo de melhor atender seus clientes, a Sintequímica se estruturou também em São Paulo, não somente com estoques locais, mas também com suporte técnico e comercial. Desde sua fundação, a Sintequímica se especializou em dispersões de pigmentos base aquosa com a marca Sinterdye®, e foi a pioneira em dispersões de pigmentos no Brasil.
De modo a fornecer sempre produtos de alta qualidade para a indústria têxtil, a Sintequímica, expandindo seu rol de produtos, buscou alianças com outras empresas nacionais e internacionais, como Scott Bader, Dow, DuPont™ e Technijet.
quarta-feira, 3 de maio de 2023
Um Perigo Para a População
Irrompe no Matadouro dos Peixinhos, a Epidemia do Carbunculo
Procuramos Logo que lá nos encontramos. O Dr. Antonio Areias, médico daquele estabelecimento.
__ Gostei da sua visita, disse-nos logo que nos avistou. Estamos aqui a irrupção de uma moléstia gravíssima, mas felizmente descobri-a a tempo de evitar consequências lamentáveis para a população. Trata-se ...
Do carbunculo.
Examino diariamente, todo o gado que vai ser abatido, como é do meu dever. Ora, ante-ontem, quando aqui cheguei soube que havia morrido a noite um boi. Alegava o empregado que talvez fosse de picada de cobra. Dirigi-me ao pasto que fica ali ao lado do curral para onde passam os que tem de ser abatidos e percebi, incontinente, ao exame do animal. Retiradas as vísceras, trouxe as laminas para o laboratório afim de proceder à analise microscópica. Logo me foi possível constatar a presença do bacilos anthracis - (Descrição: Causada pela bactéria Bacillus anthracis. É uma doença infecto-contagiosa de origem animal, conhecida vulgarmente por peste da Manqueira ou mal de ano. Ataca principalmente animais ruminantes herbívoros que pastam em áreas com solo contaminado). Não havia mais dúvida. Comuniquei o facto ao Prefeito do Recife, que horas depois aqui esteve, combinando comigo as medidas necessárias para preservação do gado que aqui está. Sei que o Dr. Pessoa Guerra já comunicou o ocorrido á diretoria de saúde e assistência e a delegacia de Industria e Pastoril.
terça-feira, 2 de maio de 2023
terça-feira, 14 de março de 2023
A Casa do Motor a que Davam o Nome de Burro
Por trás da rua São Sebastião, na parte dos fundos da Capela, tem uma rua que se chama Santo Amaro. Lá existe uma casa velha onde mora a família de Zé do Bode, já falecido. Esta casa era conhecida como o Burro.
O "Burro" era um motor enorme que puxava água do rio através de um canalete que caía num gigantesco cacimbão e depois era transferida para o Curtume por outro motor, em um cano de ferro bem grosso onde as crianças gostavam de brincar por ser bem friozinho.
Dona Maria do Burro, Dona Maria do Motor, era como se chamava a mulher que morava na casa e tomava conta.
(Foto e Texto Acervo Zuleide de Paula).
segunda-feira, 13 de março de 2023
Vista das Minas e da Draga de Escavação da Fosforita S/A Olinda, no Dia da Inauguração, Com a Presença de Políticos e Empresários e do Então Presidente da República Juscelino Kubitschek, Bairro de Peixinhos em Olinda Em 1957.
Vista do Parque Industrial da FASA - Fosforita Olinda S/A - Peixinhos Olinda Em 1960. (Foto Antonio Colhado, Revista O Cruzeiro).
(Foto Acervo Zuleide de Paula).
quinta-feira, 9 de março de 2023
1948 - A Feira de Peixinhos
O povo passou a se organizar cada vez mais. Viu a necessidade de se ter uma feira livre em Peixinhos. Para Comprar verduras e outras coisas, as pessoas iam muito longe. Ou à feira da preguiça, no carmo de Olinda ou à feira do entrocamento, por traz da Embratel, no Recife, Daí, alguns comerciantes e lideranças reuniran-se para discutir e planejar uma feira para Peixinhos, que começou com duas barracas de verdura e duas de farinha e feijão. Ficou acertado que seria aos domingos pela manhã, para não coincidir com as outras duas feiras, que eram na quarta-feira e no sábado. No Início de 1949, Peixinhos ganhou sua feira livre.
Aos poucos, ela foi crescendo. Novos feirantes traziam frutas e verduras dos seus próprios sítios. Logo, já se vendiam beiju, macaxeira, coco, cocada, rapadura, mel; Artesanatos utilitários, como abanos, feitos de folha de carnaúba; pilão; colher de pau; espanador de agave; vassouras de palha, sem cabo; raspa coco; gaiolas feitas com barba de bode. De barro havia quartinhas, jarras, potes, panelas e aguidar. Do flandre, coco de flandre, candeeiro e alcoviteiro (espécie de candeeiro pequeno a álcool ou a querosene). Surgiram também barracas de vender fumo, rapé e o nosso tradicional caldo de cana. E a feira foi crescendo. Passou a vender carne verde, assim como peixes, mariscos, caranguejo, guaiamum e camarão.
Até o final dos anos 1990, a feira de Peixinhos era considerada a maior do grande Recife. Em 20 de Novembro de 1998, mudou-se para o antigo areal do loteamento Fosforita. A inauguração foi discreta. Mas esse dia serviu para alguns líderes elogiarem a administração da primeira prefeita da história de Olinda, Jacilda Urquiza. A mudança de local fez com que perdesse o título de maior feira do grande Recife.
Atualmente, incorporaram-se a feira da sulanca e a do troca-troca (Feira do Troca-troca mudou de local, atualmente encontra-ser na rua do Antigo Matadouro de Peixinhos, Atual Nascedouro de Peixinhos), Nesta última, encontra-se coisas muito curiosas sendo oferecidas para venda e troca.
Vista da Feira Livre de Peixinhos na Época em que Ocupava a Avenida Antônio da Costa Azevedo e Parte da Avenida Presidente Kennedy, Fotografia de 1990.
(Texto e Foto Zuleide de Paula: Peixinhos Um Rio Por Onde Nevegam Um Povo e Suas Histórias).
quarta-feira, 8 de março de 2023
Casa Grande do Engenho Nossa Senhora da Ajuda - Década de 1960
A História
Casarão do Engenho Nossa Senhora da Ajuda, Velho ou Forno de Cal/ Olinda.
O engenho, sob a invocação de N. Sra. da Ajuda, ficava localizado a 03 km do Varadouro de Olinda, subindo o rio Beberibe, ocupando todo o delta do Beberibe (região dos pântanos de Olinda), fazia divisa com o Recife e ia até onde hoje está localizada a sede do município de Paulista. De suas terras vinha toda a água potável para o abastecimento de Olinda e representou, para a história, como sendo a primeira fábrica de açúcar em Pernambuco e a segunda em terras brasileiras.
Borges da Fonseca, tratando do colono Pedro Afonso Duro, na sua Nobiliarquia Pernambucana, diz: "Do livro velho da Sé consta que este Pedro Afonso Duro e sua filha Inês Barbosa, foram padrinhos do batismo de Domingos Fernandes Calabar, tão célebre na nossa história, o qual fôra batizado em 15/03/1610, na ermida do Engenho Velho de Jerônimo de Albuquerque, no lugar a que hoje se dá o nome de Forno da Cal".
Ao que parece, o engenho não persistiu em atividade por longos anos, e estava talvez já de fogo morto no tempo dos holandeses, porquanto, de um minucioso escrito do invasor sob o título de Breve discurso sobre o estado das quatro capitanias conquistadas, datado em 1637, em que vem uma detalhada relação de todos os engenhos de Pernambuco, existentes na época, não figura o Nossa Senhora da Ajuda/Olinda.
O antigo engenho de Jerônimo de Albuquerque entrou no abandono sendo invadido por posseiros que exploravam a cal extraída em formato de pedra, derretida em forno e depois misturada com o barro, conseguindo-se assim uma massa que substituía o cimento. Apesar de ter sofrido vários desmembramentos, foi ainda em suas terras que surgiu o bairro de Peixinhos e a Vila Cidade Tabajara (Ouro Preto) - ambos em Olinda, e o bairro de Beberibe em Recife, entre outros. E ainda, foi na área do antigo Forno da Cal que se construiu a Escola de Aprendizes de Marinheiros, o Matadouro de Peixinhos, o Shopping Tacaruna e o Centro de Convenções de Recife.
Para o escritor Costa (1983) foi a fabricação da cal a atividade que substituiu a produção do açúcar no antigo engenho Nossa Senhora da Ajuda. Ele comenta sobre a abundância de água potável e da vegetação, elementos necessários à implantação da nova atividade. Segundo Fosfato (1956), a exploração do calcário iniciou-se com Matias de Albuquerque (1590-1647), no século XVII.
Durante o século XVIII, o eng. Forno da Cal sofreu processos de meação entre herdeiros, doação a ordens religiosas, bem como sua venda em hasta pública.
Em 1859, o inglês Henry Gibson, convenceu a Câmara de Olinda que iria realizar, às suas custas, alguns projetos onerosos para a cidade se ela lhe aforasse “toda a área pantanosa e alagada; – todos os terrenos adjacentes (terras de arvoredos – segundo Foral) que estivessem nas posses ilegais de terceiros, e finalmente, todos os terrenos aforados cujos foreiros houvessem incidido em comisso.” (Diário de Pernambuco, 1972, pág. 5).
Antiga Casa Grande do Engenho de Nossa Senhora da Ajuda no Atual Bairro de Ouro Preto, na Época do Engenho e da Chegada da Família Costa Azevedo esse Local Pertencia ao Bairro de Peixinhos, na Fotografia do Ano de 1968, A Casa Grande já Estava em Completo Abandono e parte em Ruínas Foi Demolida no Início da Década de 1980, E em 1984 Foi Construída e Inagurada a Torre da Extinta Tv Manchete, a Situação da Torre Atualmente é de Completo Abandono e Vítima de Vandalismo e Saques.
1986 Direto do Túnel do Tempo - Vista Parcial do Bairro de Peixinhos, Foto Tirada da Torre do Relógio do Antigo Matadouro de Peixinhos, Vendo-se um Ônibus da Extinta Empresa Amapa Transitando Sentido Subúrbio, Provavelmente a Linha de Jardim Brasil II - Fosforita, Na Época a Avenida Antonio da Costa Azevedo era Mão Dupla, Também na Foto da Para Ver a Padaria de Seu Dema Onde Era a Para de Ônibus, quem Desembarcava era de Lei Comprar o Pão com o saco de Leite Cilpe, Vê-se também a Bueira ao Centro da Imagem no Cruzamento da Av. Antonio da Costa Azevedo com a Rua da Areia e Famoso Come Em Pé de Seu Jonas ponto de parada para o Café da Manhã, Almoço e Jantar, com um cardápio variado, desde Pé de Galinha o Guisadinho de Carne ou Galinha seguido com uma Macaxeirazinha e o delicioso Imhame com Charque.
(Acervo Zuleide de Paula).
lavadeiras no Rio Beberibe em Peixinhos em 1927.
As Lavadeiras vinham de outros bairros lavar as roupas das patroas, e até havia quem alugasse bancas para elas lavarem as roupas em pé. Algumas enquanto ensaboavam suas roupas, cantarolavam. Para tirarem a sujeira forte, metiam o cacete pra cima. Para alvejar, enrolava o sabão com ramas de melão São Caetano. Depois estendiam tudo na grama para quarar. Estava na hora do lanche. De lenço ou chapéu na cabeça, sentavam no pasto para comer sua carne de charque com farinha ou as bananas que adolescentes vinham vender em pequenos balaios.
De volta do lanche, enxaguavam a roupa que já havia quarado. Ao final da tarde, os barqueiros se recolhiam. Na ponte de dois troncos de coqueiros, já não transitavam ninguém. Então, as lavadeiras se despiam e se atiravam no rio. Depois do banho, voltavam para casa com suas trouxas de roupas cheirosas e limpas, sem uso de água sanitária ou sabão em pó, pois não existiam.
Antes de se tornar um rio poluído, o Beberibe era a diversão das crianças que viviam tomando banho nele. A toda hora entravam na água, nuas, para não gastar calção. Afogamentos? Ninguém recorda. Mas sempre nos recordamos da brisa gostosa que soprava, acompanhando o sol que não era tão quente.
As águas do rio que passava por trás do matadouro recebiam o sangue que jorrava do abate do gado; do Curtume recebiam a água podre da curtição do couro. Mais tarde, a Fosforita ajudou a aumentar a poluição, ao jogar no rio a água que saía do tratamento do barro; a fábrica de papel, do bairro de Dois Unidos também despejava seus dejetos no Rio Beberibe.
Texto do Livro: Peixinhos : um rio por onde navegam um povo e suas histórias. de Zuleide de Paula.
terça-feira, 7 de março de 2023
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