segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Sr. Jorge de Barros Cuidador do Relógio do Matadouro de Peixinhos
No alto da torre do Matadouro, havia um enorme relógio, importado da França. Quem cuidava dele era Jorge de Barros. Era também o encarregado de tocar a poderosa sirene que se ouvia de muito longe. Todos os dias, a sirene soava às 6, 11, 12, 16 e 18 horas, exceto às sextas-feiras santas, quando tocava à meia-noite. Só então, em respeito ao dia-santo, começava a matança do gado.
No Matadouro Municipal, o bonde entrava pelos trilhos e transportava carne e couro ao cais do Recife, para exportação. Havia bondes de 1ª, 2ª e 3ª classes, e tinha também o que só carregava bagagem, nos quais as lavadeiras traziam trouxas de roupas sujas para lavar no rio dos peixinhos. A um preço mais popular, existia o bonde loré.
A _beliscada_ era uma espécie de mercadinho de carnes em que se encontrava tudo mais barato. Lá se vendia miúdo, língua, fígado, miolo, casquinho, passarinha, mocotó, rins, coração, carne-morta, lombinho, sangria, sarapatel, queixada e outras coisas mais. No final do dia, os fatistas davam as sobras aos tangedores de bois, às mulheres sem marido e às crianças que por ali ficavam à espera de levar alguma comida para casa.
Torre do Relógio do Matadouro Municipal de Peixinhos
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário